E foi assim, quando eu já nem
mais queria, ele apareceu. Tirou meu chão, fez o meu céu, me roubou. Pegou
aquilo que eu guardava ali, escondidinho, pra ninguém mais ver, nem tocar, nem
querer. De repente eu voltei a ter dias, noites, madrugadas. Sem que eu
percebesse, me tomou por inteira, e verdadeira. Tentei de todos os jeitos,
formas, meios, possíveis e imagináveis, não queria, eu fugia, mas no fim,
sempre voltava. Não sei dizer o que veio primeiro, se foram os olhos, as mãos,
a barba, a boca, os braços, só sei que veio. E eu? Fiquei, e nunca mais quis ir
embora. Gostei. Então eu me dei conta, era ele, sempre foi. Aquele, que roubou
de mim o que estava guardado, e na verdade, deu corda pra voltar a bater,
rápido e devagar, tudo ao mesmo tempo. E nesse embalo eu me refiz, renasci, vi
o sol, só pra dizer que mesmo se houver escuridão, ainda vou vê-lo à luz da
lua.
Coffee with Words
Coisas que escrevo enquanto tomo um bom café.
domingo, 12 de maio de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Simples.
Porque é simples assim, funciona da maneira mais fácil que se pode imaginar. Sem pensar por quê, nem pra quê e nem por onde, você simplesmente vai lá, aposta suas fichas mais altas, dá a cara à tapa, tira sua capa de proteção e fica vulnerável. Qualquer coisa pode acontecer desse momento em diante. Você não tem mais pra onde correr ou esconder. Fechar os olhos também não vai adiantar. É um salto em queda-livre. A única pergunta pairando sobre a sua cabeça é a boa e velha "será que vale a pena?". Por um motivo óbvio do grande jogo da vida, nunca será possível obter uma resposta, porém, pouco importa, o risco te dá aquele gostinho do viver. E aí fica a sua escolha, entre saltar e dar dois passos para trás. O maior dilema que se pode enfrentar, optar por arriscar ou acomodar. Me dei conta de que gosto da sensação de voar, sentir o vento no rosto, cabelos voando, apesar do medo de altura. De repente olhar para baixo já não é mais tão assustador, é quase tão normal quanto ficar com o pés no chão. Saltei!
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Desabafo
É sempre assim que acontece. Chega uma certa altura da vida que a gente simplesmente...cansa!
Cansa das pessoas, cansa do lugar onde mora, cansa de sempre andar, andar, andar e nunca chegar a lugar algum, cansa de limpar, tirar, abrir espaço, cansa de ouvir as mesmas músicas, frenquentar os mesmos lugares, cansa de ver que em todo o canto da cidade abre uma nova balada sertaneja (mesmo que ainda queira ir na Wood's), cansa de nunca ser bom o suficiente pra nada, e muito menos pra ninguém, cansa de ver aquela blusa velha que guarda com carinho porque traz uma boa recordação, cansa de ser você mesmo, cansa do seu cabelo que ainda tá crescendo, sem corte e parece um capacete, cansa de continuar estagnado no mesmo maldito pensamento todo dia quando acorda, cansa de tentar ser uma boa pessoa, cansa de tentar agradar mesmo as pessoas que não são assim tão queridas, nem elas pra você, nem você pra elas, cansa de ficar guardando pra si cada sentimento que aparece, seja ele qual for, cansa de fingir gostar de uma comida só pra não parecer desagradavel, cansa de ter que explicar todos os dias o porque de você torcer pra um time de SP, quando você mora no PR, cansa de escutar as mesmas brincadeiras e ainda ter de dar risada, cansa de ter que ouvir desculpa esfarrapada, cansa de mentiras, cansa de parecer que nada da certo, cansa de sentir falta de um tempo que nunca mais vai voltar, cansa de querer tentar fazer tudo certo e acabar fazendo tudo errado, cansa de comprar o chocolate branco quando na verdade deveria ter comprado o preto, cansa de tomar café e passa a tomar chá, cansa de esperar que as coisas mudem por si só, cansa de dar tempo ao tempo, cansa de esperar, cansa de chorar, cansa da bagunça que é a sua cabeça, cansa do replay na música que te lembra dos piores momentos da sua vida, cansa de filmes inteligentes pra assistir filmes idiotas, cansa de ser legal, cansa até de ser chato, cansa de sorrir, cansa de ficar de mau humor, cansa...cansa...cansa...
E apesar de todo o cansaço, você percebe que cansa até de ficar cansado de cansar das coisas.
Porque na verdade, ainda que a vontade de mudar seja grande, as vezes a gente só não muda, porque mesmo com isso tudo, cada ciclo, rotina e blah blah blah, fazem parte da sua vida, e de quem você é.
Mas, contudo, entretanto, todavida, há certos momentos em que deixar tudo sempre igual pode ser perigoso e prejudicar o crescimento, o amadurecimento, e é por essas e outras, que quando se 'cansa' demais de tudo, é que está na hora de botar de novo a vida em movimento, por mais difícil que possa parecer.
É...acho que é mais ou menos por aí!
Hora de seguir um conselho que recebi uma vez: é sempre bom jogar as coisas velhas fora, pra que as novas possam entrar.
Cansa das pessoas, cansa do lugar onde mora, cansa de sempre andar, andar, andar e nunca chegar a lugar algum, cansa de limpar, tirar, abrir espaço, cansa de ouvir as mesmas músicas, frenquentar os mesmos lugares, cansa de ver que em todo o canto da cidade abre uma nova balada sertaneja (mesmo que ainda queira ir na Wood's), cansa de nunca ser bom o suficiente pra nada, e muito menos pra ninguém, cansa de ver aquela blusa velha que guarda com carinho porque traz uma boa recordação, cansa de ser você mesmo, cansa do seu cabelo que ainda tá crescendo, sem corte e parece um capacete, cansa de continuar estagnado no mesmo maldito pensamento todo dia quando acorda, cansa de tentar ser uma boa pessoa, cansa de tentar agradar mesmo as pessoas que não são assim tão queridas, nem elas pra você, nem você pra elas, cansa de ficar guardando pra si cada sentimento que aparece, seja ele qual for, cansa de fingir gostar de uma comida só pra não parecer desagradavel, cansa de ter que explicar todos os dias o porque de você torcer pra um time de SP, quando você mora no PR, cansa de escutar as mesmas brincadeiras e ainda ter de dar risada, cansa de ter que ouvir desculpa esfarrapada, cansa de mentiras, cansa de parecer que nada da certo, cansa de sentir falta de um tempo que nunca mais vai voltar, cansa de querer tentar fazer tudo certo e acabar fazendo tudo errado, cansa de comprar o chocolate branco quando na verdade deveria ter comprado o preto, cansa de tomar café e passa a tomar chá, cansa de esperar que as coisas mudem por si só, cansa de dar tempo ao tempo, cansa de esperar, cansa de chorar, cansa da bagunça que é a sua cabeça, cansa do replay na música que te lembra dos piores momentos da sua vida, cansa de filmes inteligentes pra assistir filmes idiotas, cansa de ser legal, cansa até de ser chato, cansa de sorrir, cansa de ficar de mau humor, cansa...cansa...cansa...
E apesar de todo o cansaço, você percebe que cansa até de ficar cansado de cansar das coisas.
Porque na verdade, ainda que a vontade de mudar seja grande, as vezes a gente só não muda, porque mesmo com isso tudo, cada ciclo, rotina e blah blah blah, fazem parte da sua vida, e de quem você é.
Mas, contudo, entretanto, todavida, há certos momentos em que deixar tudo sempre igual pode ser perigoso e prejudicar o crescimento, o amadurecimento, e é por essas e outras, que quando se 'cansa' demais de tudo, é que está na hora de botar de novo a vida em movimento, por mais difícil que possa parecer.
É...acho que é mais ou menos por aí!
Hora de seguir um conselho que recebi uma vez: é sempre bom jogar as coisas velhas fora, pra que as novas possam entrar.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Amor
O sentimento mais complexo existente na face da Terra seja, talvez, muito provavelmente, o amor. É impossível entender como ele acontece, quando acontece e especialmente, porque acontece. Penso muito nisso porque afinal de contas, minha concepção pro 'amor' é realmente diferente do de muita gente por aí. A começar pelo que eu de fato amo. Acho que nessa vida, seja lá se existem outras ou não, mas nessa, não se pode ficar medindo o amor, procurando motivos pra amar e muito menos, deixando de amar por motivos banais. Num post anterior falei que ninguém é maior ou melhor do que ninguém pra medir a importância das pessoas que passam pelo longo caminho de uma vida, e isso serve também quando se trata desse tão famoso, procurado e querido amor. Fato é que, resolvi escrever sobre isso por um motivo: hoje é aniversário (já quase ontem) da minha cachorrinha Lila. Dia 23 vai fazer 2 meses que ela morreu, e eu ainda consigo escutar os latidos, o barulho das patinhas, e fico esperando que todas as vezes que eu chego em casa, ela venha correndo ao meu encontro. Deus, como é difícil aceitar que o meu bichinho já não faz mais parte, fisicamente, dos meus dias. E daí veio a idéia desse post. Escuto tanta gente me julgando por gostar dessa forma da Lila, não só dela, mas de todos os meus bichinhos, que fico imaginando se essas pessoas sabem o que é sentir amor por algum ser vivo. Coloco assim porque falar ser humano é meio específico demais, e ser vivo eu consigo abranger muito mais do que só 'pessoas'. Vivemos hoje num mundo tão, sei lá, não há palavras pra descrever. É tanta brutalidade, violência, ganância e mais um monte de coisas ruins, que muito me admira alguém vir me dizer que eu não devo me apegar a um animal. Pera lá, quem são os animais aqui?! Acredito fielmente que meus animais de estimação seriam incapazes de qualquer exteriorização de maldade, propositalmente pelo menos, não. Se por acaso eles atacassem alguém, com certeza seria no intuito de proteção, e nada mais. Até o meu coelho consegue ter mais compaixão por mim do que muita gente jamais terá. E é então que eu me pego pensando: cadê o tal amor que todos pregam que as pessoas devem ter?! Eu sinceramente não acho que o amor seja válido apenas de uma pessoa à outra, mesmo porque, conheço várias que são totalmente desprovidas de qualquer sentimento, dirá amor. Você não diz 'eu te amo' à uma pessoa apenas porque tem algo com ela, você diz pra demonstrar que ela é importante, que a sua vida é melhor por causa da presença dela, que o fato de poder dizer à ela que a ama, significa que quando ela se for, levará uma parte de você junto. Há uma música chamada Faça Valer, da banda RUB, que no refrão diz o seguinte:
"Faça tudo valer a pena
A vida é tão imensa e ao mesmo tempo é tão pequena
Faça tudo valer a pena
Dizer eu te amo não devia ser um problema"
E expressa exatamente o que eu acho a respeito disso. Não quero dizer que devemos sair por aí gritando aos quatros ventos 'eu te amo' pra quem quiser ouvir. Não! Isso sim seria banalizá-lo. Mas na verdade não ficar tentando encontrar explicações pro amor. Afinal de contas a frase, não vem necessariamente com o sentimento. Então aí sim, caso as pessoas parassem de procurar tanto problema e amassem mais, o mundo talvez fosse realmente, diferente. O amor é pra ser sentido, seja da forma que for, e pelo que for, e não entendido. Minha cachorrinha foi, e continuará sendo sempre, o ser vivo que provavelmente tenha mais me ensinado a amar, a querer ter cuidado, saber como está. Não digo que eu não sinta amor por mais ninguém, mas é simplesmente porque dela eu precisava cuidar, eu tinha que alimentá-la, dar remédios quando necessário, e isso tudo fez como que eu fosse aprendendo aos poucos que minha vida não se resume somente a mim, eu preciso dispensar esse sentimento a outros seres vivos. O amor, ao contrário do que muitos pensam, não é uma mercadoria, em que você chega frente a caixa-registradora, paga determinada quantia e pronto, é seu. Não! É algo puro, valioso, o qual requer dedicação, alma, coração, que deve ser de dentro pra fora, não de fora pra dentro. O que está do lado de fora sim é mercadoria. Todos nos vendemos para conseguir algo, mas de nada adianta vender um produto que não tenha valor. Por isso eu digo, não podemos julgar ninguém pelas diferenças, mas sim pelo que é igual, pois onde há muita igualdade, certamente haverá algo errado. É diferente ouvir uma pessoa dizer que ama o seu cachorro, gato, papagaio, periquito, é, mas com certeza ela deve saber muito mais sobre como cultivar o amor, do que aquele que procura entender o porquê de ela ser assim.
"Faça tudo valer a pena
A vida é tão imensa e ao mesmo tempo é tão pequena
Faça tudo valer a pena
Dizer eu te amo não devia ser um problema"
E expressa exatamente o que eu acho a respeito disso. Não quero dizer que devemos sair por aí gritando aos quatros ventos 'eu te amo' pra quem quiser ouvir. Não! Isso sim seria banalizá-lo. Mas na verdade não ficar tentando encontrar explicações pro amor. Afinal de contas a frase, não vem necessariamente com o sentimento. Então aí sim, caso as pessoas parassem de procurar tanto problema e amassem mais, o mundo talvez fosse realmente, diferente. O amor é pra ser sentido, seja da forma que for, e pelo que for, e não entendido. Minha cachorrinha foi, e continuará sendo sempre, o ser vivo que provavelmente tenha mais me ensinado a amar, a querer ter cuidado, saber como está. Não digo que eu não sinta amor por mais ninguém, mas é simplesmente porque dela eu precisava cuidar, eu tinha que alimentá-la, dar remédios quando necessário, e isso tudo fez como que eu fosse aprendendo aos poucos que minha vida não se resume somente a mim, eu preciso dispensar esse sentimento a outros seres vivos. O amor, ao contrário do que muitos pensam, não é uma mercadoria, em que você chega frente a caixa-registradora, paga determinada quantia e pronto, é seu. Não! É algo puro, valioso, o qual requer dedicação, alma, coração, que deve ser de dentro pra fora, não de fora pra dentro. O que está do lado de fora sim é mercadoria. Todos nos vendemos para conseguir algo, mas de nada adianta vender um produto que não tenha valor. Por isso eu digo, não podemos julgar ninguém pelas diferenças, mas sim pelo que é igual, pois onde há muita igualdade, certamente haverá algo errado. É diferente ouvir uma pessoa dizer que ama o seu cachorro, gato, papagaio, periquito, é, mas com certeza ela deve saber muito mais sobre como cultivar o amor, do que aquele que procura entender o porquê de ela ser assim.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Weakness
A fraqueza
É a tristeza
Daquilo que poderia
Mas não foi
Olhar para trás
Já não mais
O passado
Torna-se um retrato
E esquecido, é onde está
O sorriso
Um abrigo
Abraçado, acalmado
A esperança, é do amanhã
É a tristeza
Daquilo que poderia
Mas não foi
Olhar para trás
Já não mais
O passado
Torna-se um retrato
E esquecido, é onde está
O sorriso
Um abrigo
Abraçado, acalmado
A esperança, é do amanhã
sábado, 8 de setembro de 2012
Razão x Coração
Já dizia o poeta: mais difícil do que entender a própria mente, é conseguir controlar o coração.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Criei...
E tudo se resume a isso: a vida é um grande jogo, um dia que se perde, outro que se ganha, e lá vem mais um bom e velho clichê. Difícil mesmo é definir por conta própria quando ganhar e quando perder. No fundo a gente acaba percebendo, mais uma grande piada do destino. Sim, esse mesmo, aquele que coloca algumas pessoas no caminho, enquanto tira outras. Estas talvez, por não acrescentarem mais, ou simplesmente porque a estadia delas no infinito da sua vida já acabou. Duro mesmo é quando saem as que são importantes, não que as outras também não o tenham sido, mas como sempre digo, tudo a seu tempo, cada um do seu jeito... Enfim, voltando às importantes. Minha nossa como é doída uma partida tratando-se de alguém amado. Seja o amor que for, parentes, amigos, animais de estimação. Ninguém é mais ou melhor do que ninguém pra medir amor, e só quem o sente sabe a dificuldade que é superar uma perda. Por isso aproveitar cada segundo é preciso, nunca mais poderemos saber a respeito dos minutos passados, tão pouco dos minutos futuros, apenas dos segundos presentes. Como diz o próprio nome: presente. Não se pode deixar passar esta dádiva por causa de aborrecimentos corriqueiros, aquela chance, uma palavra, nem que seja uma palavra feia, não devemos deixar escapar, o que foi, foi, e (in)felizmente, não volta jamais. Mesmo sendo uma vontade enorme fazer com o que tempo pare no hoje, pra voltar só um pouquinho nuns dias atrás. O passado é tão bonito, e nós olhamos pra ele com pouco caso, quando a verdade é que não fosse ele, nem nós seríamos. Numa reviravolta ocorrida, por motivos de força maior, tenho tido que estudar História de novo. Não reclamo, apesar de as vezes ficar cansada. Mas é possível imaginar uma vida, um lugar, qualquer coisa, sem história?! Qual seria a explicação pra tudo?! Pro relógio, pro céu, pro iphone, pra mim, pra você. Sim, não sou a mais exemplar das pessoas, das alunas, das...nada mesmo, porém se algo me interessa, não consigo evitar por ir atrás, quero saber, conhecer, dedicar: incluindo tempo, cuidado, pesquisa, tudo. E me fascina, sério mesmo, a história. Onde tudo começa e vai pra onde nunca termina. Coisa louca essa, não sei como tem gente que não gosta. Até pra elas, que não gostam, tem uma história, ou até mesmo estória. Sim, com E, como eram antigamente as fábulas e contos e coisas que as mães contavam pra que a gente pudesse dormir. Ah!, tempo bom aquele, se pudesse, era pra lá que eu iria. E é assim que a gente fica depois que cresce, vivendo e lembrando, acontecendo e relembrando. Sabendo que mais dia menos dia, seremos nós a deixar um pedaço, uma coisinha, uma nota de rodapé nessa grande página da história da vida.
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