quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
A vida, e o lado oposto
Engraçado como pelo menos uma vez, uma hora ou em algum momento da vida, você para pra pensar, e se faz aquela pergunta: "o que é a vida? por que? pra que? qual a finalidade?" A resposta? Nenhuma. E é assim que acontece. Nascemos, vivemos, erramos, aprendemos, mas nunca iremos descobrir o sentido disso tudo. Claro que ninguém fica a vida toda fixado nisso, afinal, uma vida nos foi dada, e precisamos fazer algo dela. É então que realmente, ela começa. Estudamos, fazemos o ensino fundamental, médio, vestibular, faculdade, pensamos qual rumo tomaremos a partir do ensino superior escolhido. Coisas que acabam por deixar o grande mistério, de lado. Conforme o tempo passa, percebemos durante esse período de "estadia" na Terra, as várias fases, ciclos, pelos quais passamos, além de decidir o que 'vamos ser quando crescer', precisamos nos preparar para: ter uma casa, família, responsabilidade, contas à pagar, entre outros. E, pasme, ninguém nos fornece o famoso manual de sobrevivência. Não, nem uma mísera folha rabiscada com o título 'como sobreviver com a sua vida' ou 'vida, como cuidá-la' e nem mesmo um 'vivendo a vida em 5 passos'. Nada, necas de pitibiribas. But, sem problemas, a gente conversa, a gente aprende, se entende e se vira. Ok, na propaganda era bem menos do que isso, mas fiz um improviso básico. Pois é, e essa parte, mais conhecida como idade adulta, irá definir como, quando, onde, porque, existirá uma história a nosso respeito. E dito isso, chego finalmente, ao motivo deste post. Fora a dúvida interminável sobre a vida, ainda há outra, talvez, até me arrisco em dizer, um pouco pior, o lado oposto, a morte. Confesso, no meu caso, é algo completamente obscuro, sem sentido, egoísta e tudo o mais de ruim que se pode imaginar. Falo por mim: não sei, nunca soube e provavelmente nunca vá saber lidar com a morte. Parece meio óbvio, mas não é. Há muita gente por aí lidando com a coleguinha da capa preta, como algo muito normal. A dor que sinto quando alguém se vai, é inexplicável. Eu caio, meu mundo cai. Durante toda uma vida, conhecemos uma infinidade de pessoas, algumas bem próximas, outras nem tanto, mas cada uma com o seu espacinho. Aprendemos com elas, crescemos com elas, e de repente, elas se vão. Acontece que, diferente das desilusões amorosas, não se pode curar uma morte, com outra. Quando um amor acaba, aprendemos a levantar a cabeça e seguir em frente. E quando um amigo querido, um familiar, se vai, nós precisamos conviver com a dor. E como dói. Ouvir uma música, frequentar certos lugares, e saber que aquela pessoa, não estará mais ali pra dizer que o seu gosto musical é diferente, e não virá ao seu encontro para puxar uma cadeira e se sentar. As lembranças são boas, e ao mesmo tempo, são duras também. Minha primeira experiência, quando já tinha noção disso, ao perder alguém querido, foi há muito tempo, e me lembro como se tivesse acontecido ontem...ainda espero pelo sorriso, pelo abraço, e assim o é com todas as outras pessoas que tanto amo e já se foram. Depois de um tempo, claro, nós nos adequamos ao decorrer dos dias, nos distraímos. Porém, permanece a dúvida: por quê?
Desta forma, termino com a célebre frase de William Shakespeare: "Depois de um tempo você (...) descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa...por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos."
Dedico este post ao professor e jornalista, Victor Folquening, e posso afirmar sem medo de errar, foi uma das pessoas mais fantásticas que eu já tive o prazer de conhecer.
Assinar:
Postagens (Atom)