terça-feira, 9 de outubro de 2012

Desabafo

É sempre assim que acontece. Chega uma certa altura da vida que a gente simplesmente...cansa!
Cansa das pessoas, cansa do lugar onde mora, cansa de sempre andar, andar, andar e nunca chegar a lugar algum, cansa de limpar, tirar, abrir espaço, cansa de ouvir as mesmas músicas, frenquentar os mesmos lugares, cansa de ver que em todo o canto da cidade abre uma nova balada sertaneja (mesmo que ainda queira ir na Wood's), cansa de nunca ser bom o suficiente pra nada, e muito menos pra ninguém, cansa de ver aquela blusa velha que guarda com carinho porque traz uma boa recordação, cansa de ser você mesmo, cansa do seu cabelo que ainda tá crescendo, sem corte e parece um capacete, cansa de continuar estagnado no mesmo maldito pensamento todo dia quando acorda, cansa de tentar ser uma boa pessoa, cansa de tentar agradar mesmo as pessoas que não são assim tão queridas, nem elas pra você, nem você pra elas, cansa de ficar guardando pra si cada sentimento que aparece, seja ele qual for, cansa de fingir gostar de uma comida só pra não parecer desagradavel, cansa de ter que explicar todos os dias o porque de você torcer pra um time de SP, quando você mora no PR, cansa de escutar as mesmas brincadeiras e ainda ter de dar risada, cansa de ter que ouvir desculpa esfarrapada, cansa de mentiras, cansa de parecer que nada da certo, cansa de sentir falta de um tempo que nunca mais vai voltar, cansa de querer tentar fazer tudo certo e acabar fazendo tudo errado, cansa de comprar o chocolate branco quando na verdade deveria ter comprado o preto, cansa de tomar café e passa a tomar chá, cansa de esperar que as coisas mudem por si só, cansa de dar tempo ao tempo, cansa de esperar, cansa de chorar, cansa da bagunça que é a sua cabeça, cansa do replay na música que te lembra dos piores momentos da sua vida, cansa de filmes inteligentes pra assistir filmes idiotas, cansa de ser legal, cansa até de ser chato, cansa de sorrir, cansa de ficar de mau humor, cansa...cansa...cansa...
E apesar de todo o cansaço, você percebe que cansa até de ficar cansado de cansar das coisas.
Porque na verdade, ainda que a vontade de mudar seja grande, as vezes a gente só não muda, porque mesmo com isso tudo, cada ciclo, rotina e blah blah blah, fazem parte da sua vida, e de quem você é.
Mas, contudo, entretanto, todavida, há certos momentos em que deixar tudo sempre igual pode ser perigoso e prejudicar o crescimento, o amadurecimento, e é por essas e outras, que quando se 'cansa' demais de tudo, é que está na hora de botar de novo a vida em movimento, por mais difícil que possa parecer.
É...acho que é mais ou menos por aí!
Hora de seguir um conselho que recebi uma vez: é sempre bom jogar as coisas velhas fora, pra que as novas possam entrar.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Amor

O sentimento mais complexo existente na face da Terra seja, talvez, muito provavelmente, o amor. É impossível entender como ele acontece, quando acontece e especialmente, porque acontece. Penso muito nisso porque afinal de contas, minha concepção pro 'amor' é realmente diferente do de muita gente por aí. A começar pelo que eu de fato amo. Acho que nessa vida, seja lá se existem outras ou não, mas nessa, não se pode ficar medindo o amor, procurando motivos pra amar e muito menos, deixando de amar por motivos banais. Num post anterior falei que ninguém é maior ou melhor do que ninguém pra medir a importância das pessoas que passam pelo longo caminho de uma vida, e isso serve também quando se trata desse tão famoso, procurado e querido amor. Fato é que, resolvi escrever sobre isso por um motivo: hoje é aniversário (já quase ontem) da minha cachorrinha Lila. Dia 23 vai fazer 2 meses que ela morreu, e eu ainda consigo escutar os latidos, o barulho das patinhas, e fico esperando que todas as vezes que eu chego em casa, ela venha correndo ao meu encontro. Deus, como é difícil aceitar que o meu bichinho já não faz mais parte, fisicamente, dos meus dias. E daí veio a idéia desse post. Escuto tanta gente me julgando por gostar dessa forma da Lila, não só dela, mas de todos os meus bichinhos, que fico imaginando se essas pessoas sabem o que é sentir amor por algum ser vivo. Coloco assim porque falar ser humano é meio específico demais, e ser vivo eu consigo abranger muito mais do que só 'pessoas'. Vivemos hoje num mundo tão, sei lá, não há palavras pra descrever. É tanta brutalidade, violência, ganância e mais um monte de coisas ruins, que muito me admira alguém vir me dizer que eu não devo me apegar a um animal. Pera lá, quem são os animais aqui?! Acredito fielmente que meus animais de estimação seriam incapazes de qualquer exteriorização de maldade, propositalmente pelo menos, não. Se por acaso eles atacassem alguém, com certeza seria no intuito de proteção, e nada mais. Até o meu coelho consegue ter mais compaixão por mim do que muita gente jamais terá. E é então que eu me pego pensando: cadê o tal amor que todos pregam que as pessoas devem ter?! Eu sinceramente não acho que o amor seja válido apenas de uma pessoa à outra, mesmo porque, conheço várias que são totalmente desprovidas de qualquer sentimento, dirá amor. Você não diz 'eu te amo' à uma pessoa apenas porque tem algo com ela, você diz pra demonstrar que ela é importante, que a sua vida é melhor por causa da presença dela, que o fato de poder dizer à ela que a ama, significa que quando ela se for, levará uma parte de você junto. Há uma música chamada Faça Valer, da banda RUB, que no refrão diz o seguinte:
"Faça tudo valer a pena
A vida é tão imensa e ao mesmo tempo é tão pequena
Faça tudo valer a pena
Dizer eu te amo não devia ser um problema"
E expressa exatamente o que eu acho a respeito disso. Não quero dizer que devemos sair por aí gritando aos quatros ventos 'eu te amo' pra quem quiser ouvir. Não! Isso sim seria banalizá-lo. Mas na verdade não ficar tentando encontrar explicações pro amor. Afinal de contas a frase, não vem necessariamente com o sentimento. Então aí sim, caso as pessoas parassem de procurar tanto problema e amassem mais, o mundo talvez fosse realmente, diferente. O amor é pra ser sentido, seja da forma que for, e pelo que for, e não entendido. Minha cachorrinha foi, e continuará sendo sempre, o ser vivo que provavelmente tenha mais me ensinado a amar, a querer ter cuidado, saber como está. Não digo que eu não sinta amor por mais ninguém, mas é simplesmente porque dela eu precisava cuidar, eu tinha que alimentá-la, dar remédios quando necessário, e isso tudo fez como que eu fosse aprendendo aos poucos que minha vida não se resume somente a mim, eu preciso dispensar esse sentimento a outros seres vivos. O amor, ao contrário do que muitos pensam, não é uma mercadoria, em que você chega frente a caixa-registradora, paga determinada quantia e pronto, é seu. Não! É algo puro, valioso, o qual requer dedicação, alma, coração, que deve ser de dentro pra fora, não de fora pra dentro. O que está do lado de fora sim é mercadoria. Todos nos vendemos para conseguir algo, mas de nada adianta vender um produto que não tenha valor. Por isso eu digo, não podemos julgar ninguém pelas diferenças, mas sim pelo que é igual, pois onde há muita igualdade, certamente haverá algo errado. É diferente ouvir uma pessoa dizer que ama o seu cachorro, gato, papagaio, periquito, é, mas com certeza ela deve saber muito mais sobre como cultivar o amor, do que aquele que procura entender o porquê de ela ser assim.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Weakness

A fraqueza
É a tristeza
Daquilo que poderia
Mas não foi

Olhar para trás
Já não mais
O passado
Torna-se um retrato
E esquecido, é onde está

O sorriso
Um abrigo
Abraçado, acalmado
A esperança, é do amanhã

sábado, 8 de setembro de 2012

Razão x Coração

Já dizia o poeta: mais difícil do que entender a própria mente, é conseguir controlar o coração.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Criei...

E tudo se resume a isso: a vida é um grande jogo, um dia que se perde, outro que se ganha, e lá vem mais um bom e velho clichê. Difícil mesmo é definir por conta própria quando ganhar e quando perder. No fundo a gente acaba percebendo, mais uma grande piada do destino. Sim, esse mesmo, aquele que coloca algumas pessoas no caminho, enquanto tira outras. Estas talvez, por não acrescentarem mais, ou simplesmente porque a estadia delas no infinito da sua vida já acabou. Duro mesmo é quando saem as que são importantes, não que as outras também não o tenham sido, mas como sempre digo, tudo a seu tempo, cada um do seu jeito... Enfim, voltando às importantes. Minha nossa como é doída uma partida tratando-se de alguém amado. Seja o amor que for, parentes, amigos, animais de estimação. Ninguém é mais ou melhor do que ninguém pra medir amor, e só quem o sente sabe a dificuldade que é superar uma perda. Por isso aproveitar cada segundo é preciso, nunca mais poderemos saber a respeito dos minutos passados, tão pouco dos minutos futuros, apenas dos segundos presentes. Como diz o próprio nome: presente. Não se pode deixar passar esta dádiva por causa de aborrecimentos corriqueiros, aquela chance, uma palavra, nem que seja uma palavra feia, não devemos deixar escapar, o que foi, foi, e (in)felizmente, não volta jamais. Mesmo sendo uma vontade enorme fazer com o que tempo pare no hoje, pra voltar só um pouquinho nuns dias atrás. O passado é tão bonito, e nós olhamos pra ele com pouco caso, quando a verdade é que não fosse ele, nem nós seríamos. Numa reviravolta ocorrida, por motivos de força maior, tenho tido que estudar História de novo. Não reclamo, apesar de as vezes ficar cansada. Mas é possível imaginar uma vida, um lugar, qualquer coisa, sem história?! Qual seria a explicação pra tudo?! Pro relógio, pro céu, pro iphone, pra mim, pra você. Sim, não sou a mais exemplar das pessoas, das alunas, das...nada mesmo, porém se algo me interessa, não consigo evitar por ir atrás, quero saber, conhecer, dedicar: incluindo tempo, cuidado, pesquisa, tudo. E me fascina, sério mesmo, a história. Onde tudo começa e vai pra onde nunca termina. Coisa louca essa, não sei como tem gente que não gosta. Até pra elas, que não gostam, tem uma história, ou até mesmo estória. Sim, com E, como eram antigamente as fábulas e contos e coisas que as mães contavam pra que a gente pudesse dormir. Ah!, tempo bom aquele, se pudesse, era pra lá que eu iria. E é assim que a gente fica depois que cresce, vivendo e lembrando, acontecendo e relembrando. Sabendo que mais dia menos dia, seremos nós a deixar um pedaço, uma coisinha, uma nota de rodapé nessa grande página da história da vida.

sábado, 23 de junho de 2012

Giveup, nomore.

Há certos dias em que, por vezes, o sentimento que induz a desistir, é maior do que aquele que nos faz querer persistir. Jogar tudo pro alto, deixar certas coisas para trás, parece muito mais fácil. Ao invés de simplesmente travar uma batalha interior contra a própria consciência, é melhor tapar os ouvidos para não ouví-la e apenas dizer "eu desisto". Porém, como se sabe, perde-se a batalha, mas não perde-se a guerra, portanto, de nada adianta pular do vagão que está em movimento, quando ainda há toda uma estrada a pé à percorrer. Batalhas existem para serem conquistadas, e guerras para serem vencidas: não se pode desistir de algo em que há a vontade de lutar apenas porque, numa primeira olhadela, aparenta ser difícil, o gosto da conquista da vitória numa dificuldade é muito melhor do que passar por um caminho sem obstáculos, e conseguir tudo da maneira mais fácil.

terça-feira, 6 de março de 2012

Happiness!

E de repente, quando você se deu conta, todos aqueles pensamentos pessimistas e totalmente negativos, foram embora, dando lugar aos novos, bons, felizes, positivos, e de um salto percebeu o que sempre esteve à sua frente: é impossível negar ou até mesmo ignorar a felicidade quando ela vem pra ficar.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A vida, e o lado oposto

Engraçado como pelo menos uma vez, uma hora ou em algum momento da vida, você para pra pensar, e se faz aquela pergunta: "o que é a vida? por que? pra que? qual a finalidade?" A resposta? Nenhuma. E é assim que acontece. Nascemos, vivemos, erramos, aprendemos, mas nunca iremos descobrir o sentido disso tudo. Claro que ninguém fica a vida toda fixado nisso, afinal, uma vida nos foi dada, e precisamos fazer algo dela. É então que realmente, ela começa. Estudamos, fazemos o ensino fundamental, médio, vestibular, faculdade, pensamos qual rumo tomaremos a partir do ensino superior escolhido. Coisas que acabam por deixar o grande mistério, de lado. Conforme o tempo passa, percebemos durante esse período de "estadia" na Terra, as várias fases, ciclos, pelos quais passamos, além de decidir o que 'vamos ser quando crescer', precisamos nos preparar para: ter uma casa, família, responsabilidade, contas à pagar, entre outros. E, pasme, ninguém nos fornece o famoso manual de sobrevivência. Não, nem uma mísera folha rabiscada com o título 'como sobreviver com a sua vida' ou 'vida, como cuidá-la' e nem mesmo um 'vivendo a vida em 5 passos'. Nada, necas de pitibiribas. But, sem problemas, a gente conversa, a gente aprende, se entende e se vira. Ok, na propaganda era bem menos do que isso, mas fiz um improviso básico. Pois é, e essa parte, mais conhecida como idade adulta, irá definir como, quando, onde, porque, existirá uma história a nosso respeito. E dito isso, chego finalmente, ao motivo deste post. Fora a dúvida interminável sobre a vida, ainda há outra, talvez, até me arrisco em dizer, um pouco pior, o lado oposto, a morte. Confesso, no meu caso, é algo completamente obscuro, sem sentido, egoísta e tudo o mais de ruim que se pode imaginar. Falo por mim: não sei, nunca soube e provavelmente nunca vá saber lidar com a morte. Parece meio óbvio, mas não é. Há muita gente por aí lidando com a coleguinha da capa preta, como algo muito normal. A dor que sinto quando alguém se vai, é inexplicável. Eu caio, meu mundo cai. Durante toda uma vida, conhecemos uma infinidade de pessoas, algumas bem próximas, outras nem tanto, mas cada uma com o seu espacinho. Aprendemos com elas, crescemos com elas, e de repente, elas se vão. Acontece que, diferente das desilusões amorosas, não se pode curar uma morte, com outra. Quando um amor acaba, aprendemos a levantar a cabeça e seguir em frente. E quando um amigo querido, um familiar, se vai, nós precisamos conviver com a dor. E como dói. Ouvir uma música, frequentar certos lugares, e saber que aquela pessoa, não estará mais ali pra dizer que o seu gosto musical é diferente, e não virá ao seu encontro para puxar uma cadeira e se sentar. As lembranças são boas, e ao mesmo tempo, são duras também. Minha primeira experiência, quando já tinha noção disso, ao perder alguém querido, foi há muito tempo, e me lembro como se tivesse acontecido ontem...ainda espero pelo sorriso, pelo abraço, e assim o é com todas as outras pessoas que tanto amo e já se foram. Depois de um tempo, claro, nós nos adequamos ao decorrer dos dias, nos distraímos. Porém, permanece a dúvida: por quê? Desta forma, termino com a célebre frase de William Shakespeare: "Depois de um tempo você (...) descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa...por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos." Dedico este post ao professor e jornalista, Victor Folquening, e posso afirmar sem medo de errar, foi uma das pessoas mais fantásticas que eu já tive o prazer de conhecer.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Illusion

E ali, nós estavamos, num dia qualquer, sem palavra alguma à dizer. Você aceitou o que eu sugerira, sem qualquer questionamento, e por um breve minuto, um pequeno sorriso surgiu no canto da minha boca. A timidez e a vergonha era o que nos guiava. Um misto de desejo e medo, somavam-se a razão que insistia em permanecer entre nós dois. Foi quando meus olhos encontraram os seus. Bastaram os segundos que se passaram enquanto nos olhavamos, para que todos ao redor pudessem perceber que algo acontecia. Não pude resistir, meus olhos se mantinham firmes fitando os seus, castanhos, sinceros, verdadeiros. Sem perceber, perdi completamente o foco do que estava fazendo, e numa distração, sorri. Minha surpresa, seus lábios esboçavam um lindo sorriso de retribuição. De repente, uma voz, estava me chamando, e num clique, despertei. Olhamos em direções opostas, como para disfarçar o que estava ocorrendo. A voz, quando olhei, desaparecera, então me dei conta, quem falava, era minha consciência. Dizia-me para parar, pisar no breque, frear. Chega de ilusões, Francinne, levante-se, lave esse rosto, está na hora do trabalho!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Início

No que me diz respeito ao 'ínicio', vem sempre aquele gostinho de transformação. E que assim seja. Enjoy it!