quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Amor

O sentimento mais complexo existente na face da Terra seja, talvez, muito provavelmente, o amor. É impossível entender como ele acontece, quando acontece e especialmente, porque acontece. Penso muito nisso porque afinal de contas, minha concepção pro 'amor' é realmente diferente do de muita gente por aí. A começar pelo que eu de fato amo. Acho que nessa vida, seja lá se existem outras ou não, mas nessa, não se pode ficar medindo o amor, procurando motivos pra amar e muito menos, deixando de amar por motivos banais. Num post anterior falei que ninguém é maior ou melhor do que ninguém pra medir a importância das pessoas que passam pelo longo caminho de uma vida, e isso serve também quando se trata desse tão famoso, procurado e querido amor. Fato é que, resolvi escrever sobre isso por um motivo: hoje é aniversário (já quase ontem) da minha cachorrinha Lila. Dia 23 vai fazer 2 meses que ela morreu, e eu ainda consigo escutar os latidos, o barulho das patinhas, e fico esperando que todas as vezes que eu chego em casa, ela venha correndo ao meu encontro. Deus, como é difícil aceitar que o meu bichinho já não faz mais parte, fisicamente, dos meus dias. E daí veio a idéia desse post. Escuto tanta gente me julgando por gostar dessa forma da Lila, não só dela, mas de todos os meus bichinhos, que fico imaginando se essas pessoas sabem o que é sentir amor por algum ser vivo. Coloco assim porque falar ser humano é meio específico demais, e ser vivo eu consigo abranger muito mais do que só 'pessoas'. Vivemos hoje num mundo tão, sei lá, não há palavras pra descrever. É tanta brutalidade, violência, ganância e mais um monte de coisas ruins, que muito me admira alguém vir me dizer que eu não devo me apegar a um animal. Pera lá, quem são os animais aqui?! Acredito fielmente que meus animais de estimação seriam incapazes de qualquer exteriorização de maldade, propositalmente pelo menos, não. Se por acaso eles atacassem alguém, com certeza seria no intuito de proteção, e nada mais. Até o meu coelho consegue ter mais compaixão por mim do que muita gente jamais terá. E é então que eu me pego pensando: cadê o tal amor que todos pregam que as pessoas devem ter?! Eu sinceramente não acho que o amor seja válido apenas de uma pessoa à outra, mesmo porque, conheço várias que são totalmente desprovidas de qualquer sentimento, dirá amor. Você não diz 'eu te amo' à uma pessoa apenas porque tem algo com ela, você diz pra demonstrar que ela é importante, que a sua vida é melhor por causa da presença dela, que o fato de poder dizer à ela que a ama, significa que quando ela se for, levará uma parte de você junto. Há uma música chamada Faça Valer, da banda RUB, que no refrão diz o seguinte:
"Faça tudo valer a pena
A vida é tão imensa e ao mesmo tempo é tão pequena
Faça tudo valer a pena
Dizer eu te amo não devia ser um problema"
E expressa exatamente o que eu acho a respeito disso. Não quero dizer que devemos sair por aí gritando aos quatros ventos 'eu te amo' pra quem quiser ouvir. Não! Isso sim seria banalizá-lo. Mas na verdade não ficar tentando encontrar explicações pro amor. Afinal de contas a frase, não vem necessariamente com o sentimento. Então aí sim, caso as pessoas parassem de procurar tanto problema e amassem mais, o mundo talvez fosse realmente, diferente. O amor é pra ser sentido, seja da forma que for, e pelo que for, e não entendido. Minha cachorrinha foi, e continuará sendo sempre, o ser vivo que provavelmente tenha mais me ensinado a amar, a querer ter cuidado, saber como está. Não digo que eu não sinta amor por mais ninguém, mas é simplesmente porque dela eu precisava cuidar, eu tinha que alimentá-la, dar remédios quando necessário, e isso tudo fez como que eu fosse aprendendo aos poucos que minha vida não se resume somente a mim, eu preciso dispensar esse sentimento a outros seres vivos. O amor, ao contrário do que muitos pensam, não é uma mercadoria, em que você chega frente a caixa-registradora, paga determinada quantia e pronto, é seu. Não! É algo puro, valioso, o qual requer dedicação, alma, coração, que deve ser de dentro pra fora, não de fora pra dentro. O que está do lado de fora sim é mercadoria. Todos nos vendemos para conseguir algo, mas de nada adianta vender um produto que não tenha valor. Por isso eu digo, não podemos julgar ninguém pelas diferenças, mas sim pelo que é igual, pois onde há muita igualdade, certamente haverá algo errado. É diferente ouvir uma pessoa dizer que ama o seu cachorro, gato, papagaio, periquito, é, mas com certeza ela deve saber muito mais sobre como cultivar o amor, do que aquele que procura entender o porquê de ela ser assim.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Weakness

A fraqueza
É a tristeza
Daquilo que poderia
Mas não foi

Olhar para trás
Já não mais
O passado
Torna-se um retrato
E esquecido, é onde está

O sorriso
Um abrigo
Abraçado, acalmado
A esperança, é do amanhã

sábado, 8 de setembro de 2012

Razão x Coração

Já dizia o poeta: mais difícil do que entender a própria mente, é conseguir controlar o coração.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Criei...

E tudo se resume a isso: a vida é um grande jogo, um dia que se perde, outro que se ganha, e lá vem mais um bom e velho clichê. Difícil mesmo é definir por conta própria quando ganhar e quando perder. No fundo a gente acaba percebendo, mais uma grande piada do destino. Sim, esse mesmo, aquele que coloca algumas pessoas no caminho, enquanto tira outras. Estas talvez, por não acrescentarem mais, ou simplesmente porque a estadia delas no infinito da sua vida já acabou. Duro mesmo é quando saem as que são importantes, não que as outras também não o tenham sido, mas como sempre digo, tudo a seu tempo, cada um do seu jeito... Enfim, voltando às importantes. Minha nossa como é doída uma partida tratando-se de alguém amado. Seja o amor que for, parentes, amigos, animais de estimação. Ninguém é mais ou melhor do que ninguém pra medir amor, e só quem o sente sabe a dificuldade que é superar uma perda. Por isso aproveitar cada segundo é preciso, nunca mais poderemos saber a respeito dos minutos passados, tão pouco dos minutos futuros, apenas dos segundos presentes. Como diz o próprio nome: presente. Não se pode deixar passar esta dádiva por causa de aborrecimentos corriqueiros, aquela chance, uma palavra, nem que seja uma palavra feia, não devemos deixar escapar, o que foi, foi, e (in)felizmente, não volta jamais. Mesmo sendo uma vontade enorme fazer com o que tempo pare no hoje, pra voltar só um pouquinho nuns dias atrás. O passado é tão bonito, e nós olhamos pra ele com pouco caso, quando a verdade é que não fosse ele, nem nós seríamos. Numa reviravolta ocorrida, por motivos de força maior, tenho tido que estudar História de novo. Não reclamo, apesar de as vezes ficar cansada. Mas é possível imaginar uma vida, um lugar, qualquer coisa, sem história?! Qual seria a explicação pra tudo?! Pro relógio, pro céu, pro iphone, pra mim, pra você. Sim, não sou a mais exemplar das pessoas, das alunas, das...nada mesmo, porém se algo me interessa, não consigo evitar por ir atrás, quero saber, conhecer, dedicar: incluindo tempo, cuidado, pesquisa, tudo. E me fascina, sério mesmo, a história. Onde tudo começa e vai pra onde nunca termina. Coisa louca essa, não sei como tem gente que não gosta. Até pra elas, que não gostam, tem uma história, ou até mesmo estória. Sim, com E, como eram antigamente as fábulas e contos e coisas que as mães contavam pra que a gente pudesse dormir. Ah!, tempo bom aquele, se pudesse, era pra lá que eu iria. E é assim que a gente fica depois que cresce, vivendo e lembrando, acontecendo e relembrando. Sabendo que mais dia menos dia, seremos nós a deixar um pedaço, uma coisinha, uma nota de rodapé nessa grande página da história da vida.